Se você investe em ações, já deve ter observado o desconto de algumas deduções em suas notas. Nela, você verá destaque de emolumentos, impostos, corretagem e a taxa de custódia. Mas, afinal, o que é a taxa de custódia? Existe diferença entre ela e a taxa de corretagem? É o que falaremos a seguir.

O que é a taxa de custódia?

A taxa de custódia é um valor mensal cobrado pelas corretoras para manter em suas plataformas as ações dos investidores. Os custos variam de corretora para corretora, porém sua cobrança não é obrigatória. Normalmente ela é fixa e mensal, não maior que R$15,00, e pode mudar de acordo com as operações efetuadas na bolsa pelo investidor. É comum, no entanto, que este seja isentado dessa cobrança nos meses em que não realizou operações.

O que é a taxa de corretagem?

A taxa de corretagem é cobrada para cada operação efetuada pelos traders na bolsa de valores. As corretoras debitam automaticamente a taxa da conta do investidor, sendo que o valor pode ser fixo ou uma porcentagem de cada operação. O custo da corretagem e sua forma de apuração variam de operadora para operadora. Operadores com giro maior conseguem, inclusive, pacotes de corretagem por valores diferenciados ou a liberação de plataformas operacionais se chegarem a um valor determinado.

Além da taxa de custódia e de corretagem, existe um encargo importante para ser citado, os emolumentos.

Emolumentos

Cobrados pela B3 e pela CBLC (e não pelas corretoras!), os emolumentos nada mais são que uma taxa cobrada sobre cada operação de compra e venda de ativos na bolsa. Trata-se de uma porcentagem calculada sobre o valor da operação realizada. O custo dos emolumentos é atualizado no site da B3 e pode ser consultado nos links abaixo:

O aquecimento do mercado financeiro e a maior busca por ativos de renda variável têm aumentado a competição entre as corretoras. Hoje, há uma batalha instaurada sobre os valores cobrados a título de corretagem. Esses valores, que vinham despencando ao longo dos últimos anos, chegaram a zero em 2018, quando a Clear Corretora anunciou isenção total da corretagem.

É importante, porém, que os traders consigam diferenciar os conceitos e entender que a corretora só tem ingerência sobre a corretagem, e não sobre os emolumentos.

Por isso, antes de sair por aí buscando a menor corretagem, o investidor precisa se atentar a outros quesitos para definir qual empresa utilizará. É preciso, principalmente, refletir sobre os serviços que serão demandados.

– Para investidores iniciantes, o envio de relatórios ou as salas de análise podem ser determinantes para a escolha;

– Para traders mais ativos, o valor da corretagem será decisivo. Algumas corretoras oferecem pacotes de corretagem por preços mais atrativos para os “giradores”. Outras, oferecem a liberação de alguma plataforma operacional acima de um determinado valor de corretagem;

– Já outros, poderão entender uma maior oferta de ativos de renda fixa e fundos de investimento na plataforma da corretora como fatores determinantes para a escolha.

Em suma, é preciso que cada investidor avalie o custo benefício dos serviços prestados para definir sua corretora. Além disso, é importantíssimo que os custos operacionais, bem como os impostos, sejam devidamente calculados para determinação de suas estratégias operacionais.

Rafael Mendes

About Rafael Mendes

Formado em direito, com MBA em Gestão de Projetos e certificado pelo Sebrae em Análise e Planejamento Financeiro. Atualmente, é operador de dólar, índices e ações, além de responsável pela geração de conteúdo da WM e por auxiliar na área educacional.

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