Por que o brasileiro deveria criar a cultura de investimento na bolsa de valores?

Como você investe o dinheiro que sobra no final do mês? No Brasil, apenas 35% da população poupa parte do salário a fim de possuírem uma reserva financeira para o futuro. Isso, é claro, se deve em grande parte ao fato de que a renda de grande parte da população é bastante baixa. Mas não podemos desconsiderar a enorme participação de uma baixa educação financeira no nosso país, principalmente com relação à bolsa de valores.

Aprendemos a fazer cálculos no Ensino Médio cuja utilidade é tão específica que só serviria se fossemos engenheiros aeronáuticos. Mas nunca nos é ensinado como organizar nossas finanças e muito menos sobre como investir o excedente.

E quem poupa, investe onde?

Mesmo entre as pessoas que poupam no final do mês, 64% escolhem a caderneta de poupança como investimento. Em 2017, o rendimento desse tipo de investimento foi de 6,93%. Mas o ganho real (se descontarmos a inflação) foi de apenas 3,88%. Isso porque o ano de 2017 foi um ano de baixa inflação se comparado aos anos anteriores. A fim de comparação, o rendimento real nos anos de 2014, 2015 e 2016 foram de, respectivamente: 0,71%, -2,28% e 1,89%. Sim! Teve até rendimento negativo. Boa parte dos investidores em caderneta de poupança nem mesmo têm dimensão de que existe essa diferença entre o rendimento absoluto e real. Desconsideram, então, o fato de que a inflação corrói todos os seus lucros, fazendo com que no final das quantas você tenha quase o mesmo poder de compra que tinha antes.

Confira no gráfico abaixo:

grafico do rendimento da poupança

Quais as outras opções de investimento?

Existem outros investimentos de baixo risco que também são muito utilizados como Tesouro Direto, CDB, LCA/LCI, LC, entre outros. Mas mesmo esses investimentos não têm sido tão rentáveis. A explicação para isso se deve ao fato de que esses investimentos estão muito associados à taxa de juros e enquanto em 2015 os juros Selic eram de 14,25% ao ano, hoje são de cerca de 7%.

Por isso acredito que, daqui para frente, muitas pessoas acabarão migrando seus investimentos para renda variável, onde a bolsa de valores é uma opção. O risco é maior, evidentemente, mas as possibilidades de ganho também são muito maiores.

E por que os investimentos em renda variável são tão pouco comuns no Brasil?

Se compararmos com outros países, veremos que nossa disposição ao risco é baixíssima. Nos Estados Unidos, 60% da população tem cadastro em uma bolsa de valores, enquanto no Brasil esse número não passa de 0,4%. E mesmo se só levarmos como parâmetro de comparação outros países latino-americanos, saímos perdendo, já que a maior parte deles têm entre 5 e 7% da população investindo em bolsa de valores.

Quais são os principais motivos que nos levaram a essa situação?

  1. Baixa educação sobre investimentos no país.
  2. Passamos por um período de rendimentos razoáveis da renda fixa, tornando os brasileiros acomodados com o retorno garantido.
  3. Muita gente acredita que o investimento em bolsa de valores é para ricos.

Bolsa de Valores é só para rico?

Não, bolsa de valores não é só para rico! Com valores baixos como 200 ou 300 reais você já pode começar a investir em ativos da bolsa de valores. E você pode garantir o seu futuro e uma aposentadoria confortável se criar uma cultura de investimento em bolsa de valores.

Tudo isso dependerá, é claro, de um ótimo gerenciamento de risco e de algum estudo. Você não irá simplesmente investir em qualquer coisa sem nenhum fundamento e deve sempre diversificar seu risco em vários ativos. Tudo isso você pode aprender aqui com a gente, na WM Manhattan. Nosso portfólio educacional inclui desde ensinamentos sobre investimentos de longo prazo (em diversos ativos) até estratégias para especulação em day trade ou swing trade. Vale a pena que seu primeiro investimento seja na sua educação, assim você saberá o que está fazendo quando for montar sua carteira de ações, ou utilizar estratégias em opções para alavancar sua carteira.

Lucas Carvalho Ferreira

About Lucas Carvalho Ferreira

Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Carlos, é investidor e day trader nos mercados de ações e derivativos desde 2017. Atua como professor na área de criptomoedas, na WM Educacional, e na produção de conteúdo da empresa.

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