Há um ano, deixei meu emprego para me tornar um investidor do mercado financeiro. Conheci a Análise de Fluxo e entrei numa Mesa Proprietária. E aí, deu certo?

Sei que isso é o que você que clicou no link do post quer saber. Mas a resposta, só vou dizer no final, depois de te ambientar para uma conclusão bem honesta.

Hoje, tenho 24 anos e muitos sonhos. Um deles é: ser autônomo, na essência da palavra.

Nos padrões atuais de nossa sociedade, uma boa vida significa ingressar em uma faculdade de renome com mensalidade de cinco mil reais; estagiar numa grande empresa; engolir sapo a vida inteira e puxar saco do chefe; virar gerente ao se formar; começar a ter dinheiro, financiar um APP e comprar um Corolla zero km.

Não! Isso não é e nunca foi uma opção pra mim. (Mas não julgo você, que quer exatamente isso, seu b%!#@*)

Eu quero ser livre (e se você também quer, então esse texto foi escrito para você).

Onde mais conseguir essa liberdade, se não no mercado financeiro? Aqui, as opções são enormes e as fortunas negociadas atraem qualquer um.

Então vamos lá…

Como eu conheci a Bolsa de valores?

Em 2015, em meio a crise financeira, o comentário geral era: “Se eu tivesse dinheiro, comprava Petrobras agora! Já caiu tanto, não tem como cair mais!” Na época, em quatro meses, a PETR4 saiu da casa de 15 reais para os seis. Primeira Oportunidade!

ser um investidor

Parecia um ótimo negócio comprar Petrobras pagando seis reais naquele momento. Poucos meses depois, ela custava apenas quatro reais. A verdade é que se eu tivesse comprado em seis, estaria bastante triste.

“Nessa fase já aprendi uma lição. Nada está tão barato que não possa ficar mais.”

Resolvi estudar. Vi alguns vídeos no YouTube, Comprei alguns cursos de baixo custo e abri conta em uma corretora. Até pro trader esportivo eu apelei e então, em janeiro de 2016, comecei a operar de verdade.

Naquela época, eu investia pelo HomeBroker da corretora, com um básico de análise gráfica. Nessa pegada, continuei comprando e vendendo sem me aprofundar em novas técnicas de mercado. Meu primeiro erro.

Resultado: Em 2 meses eu aumentei meu capital em 300%…

…Depois, bastou um dia para que devolvesse os 300% de lucro, e um um pouco mais.

Em resumo, o mercado me tomou tudo em um único dia! O maldito dia em que alavanquei PETR4 sem saber o que fazia. Isso me custou quase toda a grana que eu tinha juntado na vida. Foi um baque muito grande. Na cabeça, ficou a pergunta:  Será que eu conseguiria, um dia, ser um Trader?

Dizem que todo operador tem que quebrar ao menos uma vez. Espero que a minha cota tenha bastado.

Mas esse dia foi muito bom, sabe porque?

Aprendi a lição mais valiosa dessa profissão e encarei a realidade. Eu não sabia P%##! nenhuma de mercado. Precisava de ajuda.

Foi quando um amigo, por intermédio de outro parceiro, ficou sabendo de um novo empreendimento que estava chegando em Belo Horizonte. Uma mesa proprietária, a primeira da cidade. (E se você não sabe o que é uma mesa proprietária, pare de perder tempo e dinheiro clicando aqui).

Eles ofereciam um curso de Tape Reading introdutório, estrutura e todo apoio necessário para o desenvolvimento de um Trader: Computadores modernos, sala de escritório, software apropriado e o que mais me interessava: A vivência com vários investidores experientes!

Eu não fazia idéia do que era esse tal Tape Reading. (Não perca dinheiro antes de conhecer a técnica). 

Tudo isso, e o escritório ainda era perto da minha casa! Eu não imaginava. Aquele dia, a Mesa Proprietária, O Tape Reading… eles mudariam minha vida. Logo na primeira turma, me inscrevi…

Trabalhando para ser um investidor

Ah, isso tudo aconteceu em Outubro de 2016. Como vocês podem perceber, há um hiato do dia que parei de operar, em março daquele ano, até onde estamos na história, sete longos meses depois.

Durante esse tempo, eu fiquei traumatizado com a perda que tive. Tirei todo meu dinheiro da corretora e continuei com minha vida na labuta.

Eu era estagiário no setor jurídico de uma empresa hidrelétrica. Cursava o 7º período de direito numa faculdade particular de renome. E não era feliz.

Eu sentia falta do mercado financeiro…

Quando esse meu amigo me contou da mesa proprietária e da proposta deles, eu decidi… Eu quero isso, vou investir o resto da grana que me sobrou!

Minha família foi bem receptiva e me apoiou bastante. Como sempre, respeitaram minha vontade. A responsabilidade financeira era minha e eles me ajudavam no que podiam.

Agora, eu não tinha mais trabalho ou salário fixo. Meus pais me ajudaram a segurar a onda durante este período, assim como alguns “bicos”.

Logo que entrei na empresa, a WM Manhattan, os atrativos foram se evidenciando. Ambiente profissional, convívio com traders, corretagem bem barata, alavancagem da minha grana com o dinheiro da mesa.

Na primeira semana, tivemos um curso introdutório. Eu conhecia o básico do mercado, mas não fazia idéia do tamanho do desafio. E logo a primeira frase, me deu um nó na cabeça:

“Para tornar-se advogado, médico ou engenheiro quanto tempo você estuda e dedica? Quanto dinheiro você investe na faculdade? E aí meu amigo… você acha que para viver de mercado, basta ver cinco vídeos no YouTube e ficar rico?”

ser um investidor

Foi um soco na cara! Fui aprendendo na marra.

O curso introdutório era muito interessante, mas a minha praia é a prática. E aí, tudo começou. Sentei em frente ao meu novo computador, com mil números girando loucamente por duas telas. Eu achava aquilo o máximo! *(Agora uso quatro telas)

Com uma semana operando no simulador, eu já tinha uma certa prática e começava a entender o jogo. Era totalmente diferente do que eu imaginava. Somos um zero á esquerda na realidade da Bolsa de Valores e agora eu entendia o porque.

Após um mês de consistência no simulador (há um modo de simulação, onde você opera no mercado financeiro com total fidelidade, sem correr os riscos do dinheiro), cumprindo as metas que o pessoal havia proposto, eu estava pronto para a conta real!

“Vou operar dinheiro de verdade, chega de banco imobiliário!”

Aí meu amigo, o jogo mudou…

Quando tratamos com dinheiro, tudo muda. O psicológico entra em jogo. E eu aprendi que o psicológico é o fator primordial que separa os homens dos meninos.

No primeiro mês operando conta real, dezembro de 2016, tive um bom resultado, apesar de terminar o mês no vermelho.

Insisti e fui aprendendo, cada dia mais. Me ensinaram que existem grandes players, de grandes bancos no mercado, e que é a vontade deles que prevalece; aprendi que não passamos de migalhas para esses caras aí e então entendi que ganhar é fácil… mas ser consistente é muito, muito difícil.

Outros meses vieram, novas porradas, novos aprendizados. Existem milhões e milhões de erros para cometer no dia-a-dia do mercado. Espero que já tenha cometido mais da metade para poder crescer.

Sério, foram muitos erros e muitas porradas. E tudo isso com traders mais experientes cantando o caminho das pedras. Agora, imagina se eu estivesse sozinho?

Hoje, sou um tarder profissional há pouco mais de um ano, sempre na WM Manhatam. Há quatro meses, opero na conta real, com dinheiro de verdade. E você quer saber o resumo da ópera?

Ainda há muito que aprender, tenho que admitir.

Como disse antes, o caminho para viver de mercado é árduo. Você apanha muito… Como diria o Balboa:

“A vida não é sobre quão duro você é capaz de bater, mas sobre quão duro você é capaz de apanhar e continuar indo em frente.”

Conclusão

  • Hoje, me considero um trader;
  • Se ainda sou um iniciante, e tenho orgulho de dizer isto, sozinho, eu seria nada, e muito provavelmente já teria desistido;
  • Não consigo mais operar sem o Tape Reading. Ele mudou a minha vida;
  • Não conseguiria também operar day trade pagando o que o cartel de corretoras no Brasil nos cobram;
  • Paguei pra ver, e sei que acertei. O conceito de mesa proprietária é muito bom e eficaz. Tanto para os traders quanto para os donos. É uma via de mão dupla;
  • Conheci pessoas fantásticas. Só pelo networking, vale a pena. Tanto para o pessoal quanto profissional;
  • Conheci pessoas que vivem de mercado, e isso me mostrou que é possível ser um trader;
  • Hoje, vivo de mercado, é a minha profissão! Porém, preciso e posso melhor muito.

Como disse, o caminho é muito difícil e não é para pessoas fracas e indecisas. Você tem que querer muito, tem que ser seu sonho… se não meu amigo, cai fora!

Resiliência é a palavra de ordem…

ser um investidor

E seguimos na eterna luta dos touros contra os ursos…

E não esquece de deixar sua opinião nos comentários. E se você também quer se tornar um Trader e viver do mercado financeiro, conheça as opções de planos da WM Manhattan.

Luis Fernando Roquette

About Luis Fernando Roquette

Investidor e Day Trader em mercado a vista e futuro desde 2015. Sócio na Triumpho Capital, auxilia grandes e médias empresas na revisão e recuperação de tributos e compliance previdenciário. Co-criador e escritor no portal Investidor Moderno.

2 Comments

Leave a Reply